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Review da semana: O Senhor dos Anéis – Guerra no Norte

A Snowblind e a WarnerBros. IE vieram com uma ótima proposta de game para O Senhor dos Anéis – Guerra no Norte apresentando uma história paralela a retratada nos filmes e livros de J.R.R. Tolkien. Os fãs da saga do Um Anel receberam super bem o game, afinal de contas é conteúdo a mais para uma grande história. Um jogo com muitos altos e baixos de que vamos falar agora.

 


O jogo se passa um pouco antes da jornada de Frodo, o portador do Um Anel, começar. Aragorn requer a ajuda de três guerreiros para investigar a atividade das forças malignas de Sauron na região norte da Terra Média. Os guerreiros Eradan (Ranger), Farin (Anão de Erebor) e Andriel (Elfa de Valfenda) têm a missão de descobrir o que Aghandaûr, um dos principais súditos de Sauron, está planejando junto aos Orcs e impedir que eles juntem forças na caçada ao portador do Um Anel. Você visita localidades retratadas nos livros como Fornost e Barrow Downs e interage com personagens da trama principal como por exemplo o já citado Aragorn e Gandalf. Imagine que o enredo de LotR é uma linha reta e que o enredo de Guerra no Norte é uma linha que dá voltas por outros elementos do universo da Terra Média mas que vez em outra cruza com a história principal.

 

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Podemos classificar este jogo como um jogo honesto. Ele atende exatamente a sua proposta que é explorar outros elementos do universo de LotR e apresentar um outro ponto de vista da jornada do Um Anel. Porém o jogo não passa do feijão-com-arroz e não apresenta nada que não tenha sido visto antes. Como em todo hack ‘n’ slash, o game tem um ataque rapido, um ataque forte, esquiva, bloqueio e contra-ataque. Como em todo RPG você encontra equipamentos com artributos diferentes e coleta skill points para direcionar um estilo de batalha conforme vai evoluindo. O que quero dizer é que o game faz tudo isso muito bem, porém não inovou em nada.

 

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O game perde muito, mas muito mesmo, nos personagens. O visual dos protagonistas é muito fraco, com a excessão do anão Farin que também não tinha muito o que inventar. É muito difícil um jogador criar uma identidade com os protagonistas quando eles não lhe oferecem nada que lhe seja relevante ou cativante. Os protagonistas não têm uma personalidade estabelecida. São apresentados como grandes guerreiros mas parece que não querem ser mais do que coadjuvantes. Talvez não dar um jeitão a um personagem tenha sido uma opção, uma vez que os diálogos correm através de escolha de resposta educada, normal ou rude que o jogador faz. Isso se justificaria se essas escolhas fizessem alguma diferença relvante no game; mas não, não fazem.

 

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A jogabilidade também é correta em sua execução, mas mais uma vez não apresenta nenhuma novidade. Combos entre ataques pesados e rápidos e diferentes golpes dependendo do posicionamento do inimigo. Nada que você não tenha visto antes em Witcher ou Demon Souls. Alguns bugs podem perturbar, como o seu personagem travar os seus golpes em um inimigo e quando o mesmo se afasta, ele se teletransporta para perto dele para terminar de dar porrada. Porradas que aliás são bem legais. As coreografias de luta são bem feitas e as batalhas são bem violentas. Decepar um inimigo ou deixá-lo inválido cortando uma de suas pernas é muito prazeroso. Ainda mais quando no close e na câmera lenta da animação se vizualiza o osso quebrado mwahahaha. Você pode escolher quem comandar no game, mas os outros dois protagonistas estão sempre batalhando com você, estando você jogando sozinho ou não. Já é de se imaginar que, como em 90% dos games que apresentam essa mecânica, a inteligência artifical deles é ridícula. Diversas vezes se deixando cercar por inimigos ou correndo pra cima de numerosas hordas de adversários, enquanto você tenta cuidadosamente resolver a parada a distância.

 

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O game apresenta boas ideias mas que não são muito bem exploradas. Um exemplo é a durabilidade dos seus itens. Eles têm vida útil e se desgastam, tanto as armas quanto as armaduras. Porém em nenhum momento o game lhe apresenta isso ou o que fazer com isso. Simplesmente você vai jogando até que aparece um ícone de ferreiro no canto da tela porque sua espada está se desgastando. Os visuais também são honestos e não ficam muito atrás dos principais games neste quesito, mas também não é um show de imagens.

 

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Os fãs de Senhor dos Anéis vão pirar em um bom jogo feito pra série que clamava por jogos grandiosos. Este não chega a ser um jogo grandioso, é apenas um bom jogo que vale a pena ser no mínimo experimentado. Não há muito o que falar deste game. Como eu já disse, não é nenhum jogaço, mas também não é essas porcarias que querem nos enfiar goela abaixo. É evidente que a Snowblind e a Warner focaram o jogo para um publico-alvo bem restrito, que são os fãs da série que conhecem o básico da história de LotR. Se você não gosta da saga do Um Anel provavelmente vai torcer o nariz. Mas se você gosta, com certeza vai ser uma pitada a mais para o universo da Terra Média.

 

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Vale a pena?

Falando como um gamer e não como um fã de LotR, só vale a pena pelo seu preço. O preço do game parece não ser tabelado, uma vez que já vi preços variarem de R$49,90 a R$209,90 aqui no Brasil. Ou seja, se vocês pesquisarem bem, podem levar um bom jogo pelo preço geralmente cobrado em jogos usados. Mas sinto dizer que o jogo não valeria essa máxima de R$209,90 nunca! Mas se você for realmente um fanático pela obra de J.R.R. Tolkien já devia ter comprado este jogo a muito tempo.

 

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About Carlos Gomes

Fotógrafo profissional, dependente de Games. Experimentou seu primeiro cartucho aos 4 anos e dali em diante não conseguia mais parar de assoprá-los. O vício deixava marcas em seus dedos. Calos por movimentos repetidos de meia-lua pra frente e soco. Hoje com 21 anos, ainda não conseguiu se livrar do vício. E nem quer.

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