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Review Perspective – Um indie que eu CURTI!

Não que eu tenha preconceito com jogos Indie, mas assim… é que a maioria é uma merda mesmo. Eis então que o amigo @Gortheus (ele também escreve aqui no blog, para quem não sabe) me manda um joguinho bacanudo chamado Perspective™.

Eu abro o jogo e “nossa, parece que foi feito na Source” (engine da Valve), a primeira vista o game parece ser em primeira pessoa, mas logo você descobre que não, ele é um jogo de plataforma em 2D… pera… é sim em primeira pessoa e TAMBÉM em 2D.

O gênio criador do game misturou uma jogabilidade de primeira pessoa em 3D que interage com um personagem de jogo de plataforma 2D. Mas, como assim Dressler???? Jovem, veja no vídeo abaixo e você já vai entender.

Usando o personagem 3D você muda a perspectiva do mundo 2D, daí o nome “Perspective”. Achei o jogo um tanto quanto curto, mas com ótimos puzzles e me trouxe o sentimento que tive quando joguei Portal pela primeira vez (apesar de não ter história alguma).

Uma ótima notícia é que você pode baixa-lo gratuitamente no site oficial e outra é que ele roda em praticamente qualquer máquina, então jovem você não tem desculpa para não jogar!

Review Metin 2

Metin 2 é um MMO RPG produzido pela Ymir e distribuído no Brasil pela Ongame. Baseado na China da idade antiga, o game se destaca dos demais MMOs, pois é possível reconhecer elementos extremamente detalhados, desde as vestimentas e armas, até o folclore do jogo.

Metin 2 review 3

Em Metin 2, o jogador irá viver numa terra em que a queda de um meteoro chamado Metin mudou toda a humanidade. O meteoro Metin transformou animais selvagens em criaturas monstruosas e agressivas, além de espalhar uma doença mortal. Como se não bastasse, as vítimas da desolação do meteoro passaram a voltar à vida, assombrando e espalhando o caos por todo o continente. Com essa crise ruindo o império, ele se dividiu em 3 nações que vivem em guerra até o presente momento.

A queda do meteoro também espalhou pelo continente várias outras pedras Metin. Ninguém se aproximava dos destroços, pois eles guardavam terríveis criaturas no seu interior.

O deus Dragão resolveu interferir recrutando um exército poderoso para acabar com o mal que destruía sua terra e você, nobre jogador, é um soldado deste exército e seu objetivo é combater os monstros e destruir as pedras Metin!

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O forte deste game não são os gráficos, mas estão longe de deixar algo a desejar e garanto que pode rodar em praticamente qualquer máquina sem problemas. Assim como outros MMORPGs, Metin 2 dá grande ênfase na coleção de itens raros e principalmente na interatividade entre os jogadores.

O ponto interatividade se destaca para nós, aqui no Brasil, pois o game distribuído pela Ongame possuí em sua maioria um público nacional, garantindo assim a linguagem padrão português dentro dos servidores, o que evita grandes transtornos, afinal você não corre o risco de chegar para conversar com alguém e o cara começar a teclar em inglês, alemão ou até mesmo chinês!

A ambientação do game é excelente, visto que os trajes, armas e arquitetura são basicamente a China Antiga recriada dentro da engine.

Quanto a jogabilidade, Metin 2 mantém o tradicional “point & click”, já conhecido de jogadores mais tradicionais de MMOs.

O game roda bem liso sem exigir máquinas milionárias e possuí o excelente fator replay quase infinito de todos os grandes MMOs.

Se você procura um MMO que mantém a jogabilidade tradicional, só que com um tema pouco explorado e ambientação diferente do comum, recomendo fortemente Metin 2!

Aliás, recomendo até se você acha que não irá gostar, afinal pode se surpreender positivamente, como foi meu caso.

Review da semana: Ryse – Son of Rome

Finalmente chegamos a mais um patamar da industria dos games. A Microsoft confia em um de seus principais exclusivos  para convencer muitos consumidores a optarem pelo Xbox One. Assim chega ao mercado Ryse: Son of Rome, com o maior objetivo de seduzir você que pensava em comprar um PS4 ou em nem adquirir algum console da nova geração. Será que consegue?

 

 

Espírito de vingança.

Basicamente, a história de Ryse é a de um soldado romano que busca vingar a sua familia que foi toda assassinada e canaliza todos os seus esforços para isso. Além de alguns elementos míticos como lendas e deuses. Parece que já ouviu isto antes, né? Pois é, eu também. Mas cá entre nós, o conceito “vingança” é extremamente recorrente em todos os tipos de histórias contadas, sejam em games, livros, filmes e contos de fadas. Mas ao se aprofundar mais no enredo, verá que ele possui uma riqueza considerável e interessante. Não é nenhum The Last of Us da vida, mas não é tão raso quanto God of War.

 

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Aterrorizante.

Não, o jogo não possui nenhum elemento de terror. Mas o jogo aterroriza justamente pela espiada que podemos dar na capacidade do Xbox One. É um ponto de vista totalmente diferente do mundo dos games, e mesmo aqueles que não se importam tanto com o quanto o jogo é realista, não vão conseguir evitar reparar em pequenos detalhes que fazem Ryse parecer uma superprodução de Hollywood.

 

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Este é o Xbox One.

Não há duvidas: Ryse é mais um daqueles jogos “cartão de visita”. É um jogo que não se preocupa em ser um belo jogo, mas sim mostrar toda a capacidade e funções do Xbox One, como comandar seu exército com os comandos de voz do Kinect. Nisso ele é realmente muito competente, os gráficos são sensacionais. Jogo de luzes perfeitos, sem queda de taxas e nenhum serrilhado visto. Nem parece que as imagens são feitas de pixels; porém…

 

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O aniversariante faltou a festa.

… O que eles exageraram em visual deixaram faltar no principal elemento de um jogo de ação: o combate. Os movimentos são extremamente repetitivos. Apesar das coreografias de luta e as cenas de finalização serem realmente impressionantes, as batalhas são extremamente monótonas e nem mesmo os inimigos ajudam a mudar isto porque são quase todos iguais. Se você mata 50 bárbaros, você matou, na verdade, uma variedade de no máximo 6 modelos de personagem. Um super processador que ainda conta com auxílio de armazenamento em nuvem deveria suportar muito mais modelos de personagem. Na realidade eu penso que suporta, mas por algum motivo a Crytek não o fez. As vezes fica um clima meio Double Dragon ou Final Fight ao combater sempre os mesmos personagens. Bom, pelo menos no Double Dragon e no Final Fight os personagens mudavam a cor da roupa de um para o outro.

 

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Nada mais que o esperado.

Se fosse realmente esperado um blockbuster ou algo do tipo, este game estaria bem longe do proposto e receberia muito mais críticas deste blog; mas nós compreendemos o objetivo desses games de início de geração, que é apenas de mostrar o potencial do console. Isso ele faz bem, então não tem porquê considerar este game uma bosta. Quem sabe só meio bosta.

 

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Vale a pena?

Não há motivos para comprar um Xbox One se você vai esperar meses para um lançamento de peso. Além do mais, é um bom título para ir se acostumando com as novas mecânicas e funções do console da Microsoft. Vale sim a compra, não que você tenha muitas escolhas ao comprar o XOne.

Review da semana: Assassin’s Creed IV – Black Flags

Confesso que sou suspeito para falar de Assassins Creed IV. Sempre deixei bem claro que é a minha franquia favorita e, na minha opinião, a melhor franquia dessa geração. Mas acho que, por este mesmo motivo, posso falar com bastante propriedade de que este jogo é um dos melhores do ano. Saiba o porquê agora no nosso Review da Semana.

 

 

Abre-se mais um leque.

Confesso que me decepcionei com o final de Assassin’s Creed III. Na minha opinião, o universo de AC tinha ficado tão grande com revistas em quadrinhos, livros e etc, que culminou em um final muito brusco, simples, seco. Aquele não poderia ter sido o fim, o legado de Desmond TINHA que ter um significado maior do que aquilo, e AC IV veio para “dar satisfações” e abrir um leque maior para entendermos o que aconteceu no dia fatídico, mostrado na última cena de AC III. O jogo mostra também mais sobre a Abstergo, sobre seu “mercado” e também explora a história de outras cobaias do Animus como o Indivíduo Zero, Indivíduo 1 e, claro, o Indivíduo 17: Desmond Miles. A parte do “presente” de Black Flags se passa depois dos eventos que aconteceram com Desmond em Assassin’s Creed III. Porém, as memórias do antepassado do novo protagonista misterioso se passam antes das memórias de Desmond com Connor Kenway em AC III. Agora você vive as memórias de Edward Kenway, um galês que decide ser corsário, ou pirata como conhecemos. Ao topar com um assassino que iria trair o próprio credo em troca de dinheiro dos Templários, Edward intercepta seus planos e se passa pelo tal para receber o prêmio em seu lugar. Ele se decepciona com a recompensa abaixo do esperado mas descobre que a informação que o assassino levava aos Templários indicava um lugar que, se ele encontrasse antes, poderia lhe render muito dinheiro. E assim, movido apenas pela cobiça, Edward Kenway navega em mares caribenhos em busca do Observatório, um lugar que ele ainda não entende o significado, mas irá descobrir em meio a batalhas navais, traições, sangue e pólvora.

 

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Entre canhões e lâminas.

Ficou nítido que a jogabilidade foi totalmente focada nas batalhas navais, uma vez que você tem uma grande variedade de arsenal, com diversas melhorias disponíveis para os mesmos. Elas são realmente emocionantes, e é muito bom ver seu navio melhorando conforme você vai investindo dinheiro e recursos nele. Você ainda pode montar a sua própria frota de navios mercantes para negociar pelo mundo e te trazer mais dinheiro. Aprimoraram muito o que vimos em AC III em questão de jogabilidade durante os confrontos entre embarcações. Porém, o que vimos melhorar sobre as águas, deixou a desejar em confrontos corpo a corpo. As batalhas são muito repetitivas, vimos quase sempre os mesmos movimentos, muitas vezes bugados. A câmera ficou horrivelmente confusa e a resposta do protagonista, muitas vezes, é ignorada mediante a um comando em situação de perigo. A zarabatana te dá um leque maior de opções quando se quer permanecer escondido, mas ainda assim, os cenários não contribuem para a liberdade proposta pelos primeiro jogos. Um exemplo é quando se tem que acompanhar a conversa de um certo personagem: se você está em uma área restrita, muitas vezes só há um caminho a ser seguido para que não sejas detectado. Caso tente inventar outro, provavelmente o personagem que está sendo investigado ou os guardas irão te ver. A “evolução marítima” realmente foi concreta e muito boa, mas deixaram a desejar quando se fala em tudo que o Assassin’s Creed já tinha de bom e aparentemente foi deixado de lado.

 

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Cartógrafo.

No quesito exploração, infelizmente, o caso é o mesmo dos combates. A exploração marítima é muito rica com comboios para serem saqueados, pontos de naufrágios para se mergulhar e explorar e ilhotas para vasculhar. Mas os mapas das ilhas e outros territórios poderiam SIM ser melhor trabalhados. As árvores que servem de caminho para Edward, estão muito artificialmente dispostas, com um único caminho em vista, sem liberdade. A maioria das ilhas tem mais da metade de seu território de área inacessível o que, se fosse diferente, daria uma sensação de liberdade muito maior. Mas quando se entra em uma ilha, parece que só há uma trilha a se seguir. Entendo que, por ser um jogo de piratas, o foco seria marítimo, mas dava melhorar as cenas e os mapas terrestres. Poderiam manter a liberdade que se tem em terra dos outros jogos, principalmente do AC III e AC Revelations, e investir o mesmo que se investiu em liberdade pelos mares; e não tirar de um para investir no outro. Só o conceito do game nos faz entender que o foco é nos mares, na navegação. Não era necessário deixar um modo de jogo tão diferente do outro para direcionar os jogadores a experimentar o que é mais legal. E ah, antes que eu me esqueça, os mapas estão muito bugados, mas isso acontece desde sempre, não tira a diversão do jogo.

 

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Visual lindo como sempre.

Nisso a Ubisoft nunca deixa a desejar. Usou mais de expressões faciais do que nunca antes e de reflexos. Neste quesito o jogo está impecável, salvo alguns bugs de serrilhado esquisito e pixelização das sombras, mas prefiro acreditar que sejam falhas de hardware de vídeo. As ondas, os movimentos, as tempestades, a luz conforme o clima do jogo, tudo perfeito.

 

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Trilha sonora e efeitos incríveis, mas…

…DUBLAGEM MEIO BOSTA. Não há o que falar dos efeitos sonoros e dos BGM de AC IV, são sensacionais e te levam a um clímax nas batalhas. Mas, meu Deus do céu, até eu fazendo imitações e vozes diferentes dublo melhor que a dublagem em português neste game. É simplesmente ridículo. O único personagem bem dublado é o Barbanegra, os outros dão vontade de furar os tímpanos. Você acaba de rasgar o estômago de um personagem principal com a sua lâmina, e ele conversa com você como se estivesse sentado tranquilamente numa mesa tomando chá. Se é pra fazer assim, melhor deixar em inglês e por só legenda. Por favor, aprendam com The Last of Us, Halo e Diablo III.

 

 

Mesmo assim…

Com todos esses defeitos apontados, Assassins Creed IV – Black Flags é um jogo de primeira linha, obrigatório em sua prateleira. Não me impressionou tanto quanto AC Revelations ou foi tão bem feito quanto AC III, mas me divertiu como sempre. A “remendada” que deram no enredo foi realmente providencial e deve ter trazido de volta os ânimos de todos que estavam decepcionados com o desfecho de AC III. É realmente muito viciante e vem DLC aí hein! Freedom Cry vem para prolongar seu gameplay por mais algumas horas.

 

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Vale a pena?

Sem dúvidas. É um jogo que frequentemente apresenta muitos defeitos, mas o enredo, o universo, a ideia e a mecânica são tão boas, que no final todos ficam com aquela depressão de um bom jogo finalizado. Altamente e fortemente recomendado.

 

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Review da semana: Rayman Legends

Sou fã de jogos de plataforma, mas confesso que recentemente as desenvolvedoras têm me decepcionado. Todos parecem ser apenas jogos caça-níqueis, de baixo orçamento e cheio de roupinhas e DLCs custando 1 dólar cada nas lojas digitais da vida. Rayman Legends me deu mais esperanças. Um jogo muito divertido da competente Ubisoft para todas as plataformas.

 

 

Muito mais que o mesmo.

Se você jogou Rayman Origins deve estar pensando que deve ser muito difícil fazer algo melhor ou a altura daquilo. Mas sim, Rayman Legends consegue ser melhor. O jogo continua com a mesma cara, mecânica bem similar e diversão multiplicada. Agora, o que você deve coletar para completar as fases são os Teensies, aqueles bixinho azul. São uma infinidade de fases, incluindo muitas MESMO do Rayman Origins adaptadas para a nova mecânica. Muitos personagens extras e desafios online com direito a ranking mundial. São muitas novidades que deixam o jogo sensacional e muito divertido.

 

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Tudo nos mínimos detalhes.

Sim, eu prezo muito por detalhes e Rayman Legends mostra o quanto a Ubisoft também. Se você ficar parado, apenas observando os elementos do cenário, movimentação de personagens, ambientação e trilha sonora vai perceber o quanto este jogo é rico e harmonioso. Tudo se encaixa, tudo está no seu devido lugar e dificilmente você vai morrer por conta de um bug ou falha no cenário.

 

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Flow.

É impressionante o ritmo e fluidez deste game. Os movimentos de personagens são perfeitos e o tempo de ação e reação dos seus comandos são precisos. O jogo apresenta uma qualidade técnica tão grande que nas fases mais difíceis, você vai se sentir um merda por não conseguir passar, e não mais ficar xingando o jogo mal feito, por que não chega perto de ser. Este ritmo é ainda mais evidente nos modos de jogo “musicais” e Invadido. Esse modo musical é simplesmente genial. Você vai passando a fase no estilo speed-run e todos os elementos que aparecem no cenário, obstáculos que você deve superar e itens a coletar são sincronizados com uma trilha sonora de arregaçar. Veja o vídeo:

 

 

O modo invadido é como se fosse um time-trial em que você deve chegar ao fim da fase em um limite de tempo. Mas você só consegue chegar no limite mínimo de tempo se pegar todos ou praticamente a maioria dos atalhos da fase, e não vacilar em pulos mal executados e movimentos errados. Se você fizer tudo direitinho, vai ver que o cenário é completamente bem feito para que a sua corrida não tenha interrupções. É demais.

 

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Um bom port.

Originalmente, o jogo sairia apenas para o WiiU, mas a Ubisoft liberou para todos os outros consoles. No Wii U, o objetivo era usar o game-pad para controlar alguns elementos do cenário e abrir alguns caminhos para o Ray, o que em algumas fases em que você deve ser mais ágil é muito confuso. No port para outros consoles, essas “intervenções” no cenário ficaram ao alcance de um simples botão, que aumentou muito a praticidade desses eventos.

 

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Online?

O jogo não faz muito uso dos recursos online. O máximo é um ranking mundial e alguns desafios diários, mas no mais, o jogo é muito competente.

 

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Vale a pena?

Sem sombra de dúvida. É o melhor jogo de plataforma que joguei nessa geração no quesito diversão e mecânica. É muito desafiador e viciante. Não perca tempo e compre o seu!

 

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Dualshock 4 – Primeiras impressões – BGS 2013

Testamos nada menos do que o Playstation 4 lá na BGS 2013 e creio que uma pergunta que tem ficado na cabeça de todos é: E O DUALSHOCK 4?

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Bom meus amigos, deixando o fanboyzismo de lado, o Dual Shock 4 é um controle surpreendentemente confortável. O novo desenho dos analógicos apesar de bizarro realmente melhora a pegada e diminui o desconforto que existia no Dual Shock 3.

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Uma coisa que eu não sabia até então é que aquele touchpad no meio do controle não só funciona como touchpad mas também como um botão pressionável (que nem os analógicos, faz clique e tal), o que adiciona aí mais uma possibilidade de interação.

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Um lance que eu achei muito foda foi a “junção” das funcionalidades do PS Move ao controle. O Dualshock 3 já tinha o sensor de movimento Sisaxis, no entanto, aquela bola que brilha colorido do PS Move serve para orientar o movimento no eixo Z (profundidade meus queridos) e isso o Dualshock 3 não faz. Agora o Dualshock 4 tem aquela luz maneirosa na parte de trás, ou seja ele também consegue identificar movimentos no eixo Z. Uma das utilidades mais legais para esse sensor de movimentos é que você pode selecionar as letras no teclado digital apenas apontando o controle para elas, reduzindo assim a encheção de saco que era digitar com o Dualshock 3.

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Ergonomicamente o controle é menor do que eu esperava e suas curvas mais acentuadas e menos ângulos retos encaixam-se perfeitamente nas mãos, eu inclusive achei mais confortável que o controle atual do Xbox 360 que todos elogiam.

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Comparativo: Fifa 14 vs. PES 2014

A eterna rivalidade, Fifa vs PES, ganha mais um capítulo. Nos últimos dias saíram os jogos das duas principais franquias de simuladores de futebol para video-games da atualidade: Fifa 14 e PES 2014. As discussões sobre qual jogo é melhor sofrem com os fanboys que não conseguem enxergar nada de bom no jogo rival e nada de ruim em seu jogo favorito. Se você é fanboy, pode parar de ler esse post aqui mesmo, porque faremos uma análise imparcial dos dois games, mas antes vamos falar um pouco do que me lembro do que vivi com a evolução dos dois games.

 


Desde sempre eu jogo games de futebol. Joguei o International Superstar Soccer no SNES em suas mais variadas versões e hacks, como o Campeonato Brasileiro 96, até o ISS 98 no Nintendo 64 que era muito ruim comparando com game do seu console antepassado. Ao ganhar meu primeiro Playstation, joguei o Fifa Soccer do 98 ao 2002. Me agradava muito poder jogar com um dos meus times europeus favoritos, o Arsenal, em um estadio bem modelado para a época e uma mecânica diferente do que estava acostumado no International Superstar Soccer. Mas quando eu joguei o Winning Eleven 2002 pela primeira vez, foi amor a primeira vista. Nunca mais quis saber de Fifa que se mostrava cada vez mais robótico e automático.

 

 

Passou o PSOne, veio o PS2 e eu não larguei mão da franquia da Konami. O Fifa apostava em seus gráficos realistas, mas perdia em jogabilidade. Parecia que a máquina determinava se você iria ganhar ou não no Fifa, porque era tudo automático. Você apertava um botão de passe, o passe ia na medida, com a força exata. A bola parecia que grudava no pé dos jogadores, era um domínio magnético, digital, que ignorava todos as leis da física que uma plataforma 3D deveria, no mínimo, simular. O Winning Eleven se tornou Pro Evolution Soccer e a vir cada vez mais caprichado. Gráficos cada vez melhores, jogabilidade cada vez mais aprimorada, realismo beirando o auge da época e realismo, tanto anatômicos quanto de movimentos, em alta.

 

 

Então veio mais uma geração. O PES continuava superior mas parece que colocou um pé no freio em suas evoluções. O jogo continuava melhor que o Fifa que vinha apresentando melhoras contínuas e até roubando alguns fãs de PES. O PES 2009 foi uma obra de arte, e o Fifa 09 era um jogo medíocre mas que já tinha melhorado muito desde o 08. Mas aí veio o Fifa 10, infinitamente melhor que o 09. Eu mesmo passei a jogar o Fifa 10 e o PES 2010 ao mesmo tempo, mesmo sendo um fã de PES a mais de 8 anos; e o PES não apresentou nenhuma melhora. Praticamente repetiu a fórmula do 09 só atualizando os times. Fifa 11 roubou milhares de jogadores de PES, e o Fifa 12 deu o golpe de misericórdia. PES parou no tempo e em 3 anos o Fifa evolui tudo que não tinha evoluído em 10. Agora, nitidamente, a Konami corre atrás do prejuízo. Agora sim, vamos a análise para descobrir se ela conseguiu fazer um jogo tão bom quanto o Fifa vinha fazendo e se o Fifa manteve o nível de qualidade.

 

FIFA 14

Jogabilidade: O jogo melhorou muito em jogabilidade quando se fala em realismo. Os movimentos dos jogadores estão muito mais “humanos” e seus passes, chutes, dribles e domínios dependem cada vez mais das circunstâncias, e não são sempre do mesmo jeito. Porém, esse acréscimo em detalhes de movimentação, contato físico e colisões, deixaram o jogo MUITO mais lento. Se você esta acostumado com a correria de um Borussia Dortmund x Bayern Munchen vai ter que se de adaptar novamente.

 

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Visual: Notei que o visual do jogo ficou mais clean, menos brilhoso. Isso, numa câmera afastada, deixa as cores mais chapadas, mas ao mesmo tempo, menos cansativa aos olhos, já que o ambiente não muda em uma partida. Ao mesmo tempo, as texturas estão em resolução ainda maior. Apesar da diferença ser pequena, é notável.

 

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Som: O som está bem mais trabalhado. Tanto em divididas de jogadores, se pode ouvir aquele som da respiração “bufada”, quanto em relação a torcida. A interação do som da torcida de acordo com o momento do jogo ficou incrível e dá muito mais emoção ao jogo.

 

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Modos de jogo: Basicamente os mesmos. O Ultimate Team, que é o modo mais popular do game, ficou melhor trabalhado. Eliminando algumas coisas da versão anterior como formação favorita dos jogadores e adicionando outras como lealdade ao time e estilo de jogo (ofensivo ou defensivo).

 

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Prós: O jogo esta muito mais realista e, principalmente, muito mais tático.

Contras: O jogo está mais lento e mais truncado. Não há mais tanto espaço para muitas firulas ou grandes jogadas individuais. As alterações tiraram um pouco do ritmo de jogo, que era um dos principais elementos do Fifa 12 e 13. Isso não tira a qualidade do game, mas com certeza muda a experiência e será necessário um período de adapação para quem começar a jogar o game.

 

PES 2014

Jogabilidade: Como foi dito antes, o PES havia parado no tempo, em relação à evolução do Fifa e, ao se ver perdendo consumidores para o jogo da EA, teve que rever a sua mecânica. Porém, mesmo no 2014, o PES ainda não encontrou uma fórmula para que isso aconteça bem. O jogo está mais fluído, mas ainda é um PES mascarado de Fifa. Os dribles estão mais reais e os movimentos obedecem mais a “física 3D” mas algumas ações ainda são padronizadas, como quedas, disputas de bola e cabeceios. Não importa a circunstância, o movimento é o mesmo. Isso não altera a experiência, mas incomoda em um tempo que se fala tanto de realismo. Hoje as empresas tem tecnologia suficiente para chegar a este ponto, mas a Konami não está sabendo, ou não quer mudar. Parece que a cada PES que sai, é como se tivessem pego o anterior e dado leves lapidadas. A evolução da mecânica é nítida, deixou o jogo mais ágil e exigindo mais habilidade do jogador, o que melhora a experiência, mas não, a Konami ainda não conseguiu desenvolver uma mecânica que simule bem uma partida de futebol.

 

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Visual: A minha parte favorita quando falo de PES. O visual do game é impecável. As proporções dos jogadores licenciados estão muito próximas das reais e mesmo de uma anatomia normal. Os detalhes são ainda mais aparentes, frutos de texturas de altíssima resolução e um brilho colocado em lugares certos. Mesmo tendo um visual brilhoso e mais colorido, não fica cansativo e fica ainda mais bonito.

 

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Som: Basicamente o mesmo das edições anteriores. Ainda sofre com a automatização.

 

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Modos de jogo: Também não fogem muito das edições anteriores, com menção honrosa para o investimento no público brasileiro, contando com muitos times brasileiros.

 

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Prós: O PES estava tático em excesso, do modo em que se o seu adversário montar um esquema especial para jogar contra você, ele te domina de forma descomunal. E sabemos que, apesar de importante, tática não é tudo. O jogo dá mais liberdade de movimentação aos jogadores, que não ficam mais presos a um programa que define que ele é ponta esquerdo e não fará nada além do que lhe foi designado. O visual ainda é um diferencial, muito bonito. O jogo está menos robotizado e mais fluido.

Contras: Apesar de estar mais fluido, o jogo está estranho. Claro que com o tempo você pode se acostumar, mas se o objetivo é simular uma partida de futebol, o PES passa longe. Estão tentando “Fifar” mas sem sucesso. O ritmo imposto pelo jogo é impossível e automático.

 

CONCLUSÃO

O Fifa estava passando da linha que põe um limite em realismo e liberdade. O jogo estava quase virando um Fifa Street, eles brecaram um pouco e deram mais importância para o esquema tático. Do outro lado, o PES, deixou um pouco de lado as alterações táticas e estratégicas de um jogo e investiu mais na jogabilidade, mas continua fazendo feio apresentando um jogo com ritmo completamente estranho e fora da realidade de um simulador. Parece que os programadores estavam com preguiça e chupinharam tudo do PES 2013 dando só uma lapidada. Em resumo o Fifa deu um freio em suas características para incluir uns elementos mais visíveis no PES e fez bem. O PES também tentou fazer o memso, mas passou LONGE. Não importa o seu jogo favorito, o seu gosto não depende das diferenças entre um ou outro. Mas em uma análise de um simulador de futebol, o FIFA 14 ainda é melhor que o PES 2014.

 

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VENCEDOR!… por enquanto.

Review: GTA V… Agora é sério!

Antes de fazer a review de vdd do GTA V, queria dizer que na real o último post não foi zoera. Eu realmente tava com muita preguiça de fazer o Review da semana o que foi reforçado pela vontade de jogar GTA. Mas agora que ao menos eu finalizei a campanha principal, dá pra falar 10% do que é GTA V. Desculpa, mas eu não confio em reviews que saíram no mesmo dia do lançamento do jogo. O jogo é infinito, é um mundo vivo, impossível jogar apenas algumas poucas horas e fazer uma análise concreta. Estive 2 semanas jogando e estou certo de que não vi nem metade do que este game é. Enfim, vamos direto ao ponto:

 

 

3 personagens, 3 vidas, 3 histórias.

Um dos elementos principais de GTA V é a “trindade” Michael, Franklin e Trevor. Cada um tem uma história distinta, que em certo momento se cruzam e se completam. Trevor é um velho amigo de Michael. No passado, eles fizeram um assalto que deu errado. Cada um foi para um canto de San Andreas sem ter notícias um do outro. Trevor pensava que Michael estava morto. Franklin era apenas um ladrãozinho da periferia de Los Santos que um dia cruza com Michael que reconhece suas habilidade para o crime e vira seu “professor”. Quando os três se juntam, viram uma máquina criminosa. Trevor tem grande habilidade em pilotar aeronaves, Franklin em dirigir e Michael em atirar. Habilidade que se completam em suas missões. Resumindo suas individualidades, Michael tenta comandar sua família problemática. Trevor é o “inferno na terra” como diz o Michael, é nojento e inescrupuloso, tenta tocar os seus “negócios” longe da cidade grande e é também o mais engraçado. Franklin está cansado dos conflitos de gangue e de outras fitas pequenas que cresceu vendo em sua quebrada. Ele só quer sair daquele buraco.

 

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Heists.

Com certeza, a coisa mais legal desse jogo. Lembram-se daquela missão de GTA IV em que você rouba um banco? Já jogaram Payday? Então, essas missões são uma mistura daquela missão em específico com este game. Você deve planejar, preparar e executar grandes assaltos por completo. Com a ajuda de Lester, o estrategista do grupo, você geralmente terá 2 opções de execução da fita: uma sutil e inteligente e outra burra e barulhenta. A sutil nada mais é que entrar e sair sem ser percebido ou ao menos sem alarmar muito. Geralmente envolve disfarces e passagens não convencionais. A barulhenta e burra nada mais é que chegar arregaçando, tocando o terror e sair metendo bala em qualquer um que tentar te impedir. Simplesmente lindio *-*

 

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Uma nova San Andreas.

Na prática, o mapa da nova San Andras nem é tão grande quanto parecia na comunicação da Rockstar. Ainda sim, não significa que não é grandioso. É um mundo vivo. As pessoas fazem coisas, têm empregos, tem perfil em redes sociais e você realmente se sente parte daquele mundo. Você não é mais um negro fortemente armado que está acima de todos ou um imigrante europeu totalmete a parte do resto da população de Liberty City. Você faz parte daquele mundo simplesmente porque os NPC’s dessa vez REALMENTE se parecem e agem como pessoas. Sentem medo, raiva e alegria. Isso faz toda diferença e ultrapassa apenas o conceito de gráficos bonitos.

 

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Falando em visual…

Acho que não precisa falar nada né? Na verdade vou aproveitar pra falar sim. Desenvolvedoras, por favor, APRENDAM com quem sabe fazer jogos. Aprendam como seguir um conceito de arte. Aprendam como se dá importância a detalhes pequenos mas importantes. Aprendam como fazer um jogo de gamers para gamers. Só assim percebemos que vocês realmente têm amor pelo que fazem. O capricho, a preocupação com pequenas coisas tanto quanto com as maiores. Rockstar, por favor, abra uma escolinha de como se fazer jogos, porque tem muita empresa aí que tá precisando relembrar que gráficos não são nada se o o jogo é ruim, e se o jogo é bom e você consegue ter um visual a altura, o jogo fica simplesmente histórico. Isso é o que posso dizer de GTA V: é um jogo histórico.

 

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“Gosto só de ficar zuando”.

Você provavelmente já ouviu essa frase enquanto falava de GTA com algum amigo seu. Com certeza, se você gosta “só de ficar zuando” este game está perfeito. Acho que nunca se teve tantas opções extra-game para se passar o tempo. Desde partidas de tênis, clubes de striptease (seus danados) e golfe aos resgatados tunnings de carros, corridas e missõezinhas paralelas. É diversão que não acaba mais!

 

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Finalmente um GTA inteligente.

Você já deve ter se deparado com a situação em outras versões do GTA de estar sendo perseguido com 3 estrelas, dar uma acelerada a mais no carro e despistar os policiais. Ou então se refugiar em uma ilha e ver as viaturas da polícia se jogando na água e policiais se afogando. Inimigos que não se protegem e só ficam parados atirando em você, no máximo davam uma cambalhotinha. O que a Rockstar fez foi simplesmente o seguinte. Pegaram o que tem de mais loko do Max Payne 3, um dos melhores jogos de ação da atual geração, e colocaram em GTA V. Os policias estão muuuuito mais inteligentes. Nem se compara. Uma perseguição de 1 ou 2 estrelas pode se tornar um desafio para os jogadores menos experientes. Os combates são frenéticos e exigem uma estratégia sua, tanto quanto uma boa técnica de cover, porque os seus inimigos também têm uma estratégia. Se eles estiverem em pouco número, ficam na retaguarda, se protegendo. Ao chegar reforços, eles vão pra cima, te cercando e metendo bala. Isso aumenta o desafio do jogo e a diversão também, porque o simples modo de atirar também está muito melhor, com a jogabilidade muito melhorada. A troca de personagens durante o jogo também lhe dá diversas outras opções estratégicas, podendo posiciona-los em diferentes posições, funções e solicitando ajuda quando necessário.

 

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Tudo, menos “mais do mesmo”.

Como citado no começo do post, o que não falta por aí são review de GTA V. Muitos saídos inclusive no dia do lançamento do jogo, 80% nem jogaram mais que 30 minutos do game. Esse não é o objetivo do Gamersith. Preferimos demorar 2 semanas para falar de um blockbuster desses, mas falar realmente a nossa opinião contundente e, o mais importante, opinião de GAMER. Essa foi a minha impressão como gamer, não como jornalista. Eu não sou jornalista, se fosse, eu seria obrigado a falar de cada novo elemento, de cada bug besta. Isso você pode ver em qualquer outro site de notícias sobre games. Este não é apenas um blog para quem gosta de videogames. É um blog de gamers! E sempre será!

 

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Vale a pena?

A Rockstar faturou 1 bilhão de dólares nos primeiros 3 dias. Tá todo mundo enlouquecendo. Fiquei 2 semanas ausente do blog, jogando, para poder trazer essa review que considero fraca perto da grandeza do jogo. Será que vale a pena?

 

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Em breve… REVIEW GTA: ONLINE

Review da semana: GTA V

Sim, seguidores do Império. Chegou a hora de falar de GTA V, o jogo mais esperado da atual geração. O jogo que bateu todos os recordes de vendas e investimentos. O jogo que está acabando com namoros, casamentos, deixando marmanjo sem tomar banho por 1 semana, que está tirando o emprego e o sono de muita gente.

 

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Por onde eu poderia começar a falar? Bom, pensando bem…

 

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Review da semana: Castle of Illusion – Starring Mickey Mouse

Um pouco atrasado, hoje vou falar de Castle of Illusion, mais um remake que saiu a pouco para PC, Xbox 360 e PS3. A Sega ficou responsável por reinventar um dos maiores clássicos de sua história e não fez feio.

 

 

A arte de ser nostalgico sem ser antiquado.

Na minha opinião, esse é o ponto alto do game. A Sega soube refazer o game equilibrando os públicos que queriam matar a saudade do bom e velho Castle of Illusion sem abandonar os elementos mais atuais que trazem uma experiência totalmente diferente e mais divertida a qualquer game. Um bom exemplo disso é a construção dos cenários. Apresentam o mesmíssimo conceito do jogo original, alguns elementos até idênticos, adaptando apenas o seu visual, mas trazendo toda uma interatividade e autonomia ao cenário. Muitas coisas estão acontecendo nos planos de trás enquanto você joga, câmeras inteligentes o que tira aquele “gesso” de um cenário estático, coisa que o remake de DuckTales tentou manter de certa forma.

 

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3D!? Pronto, estragaram o jogo.

Não, amigos, não estragaram. Tentem lembrar que esse jogo não é uma remasterização, mas sim um total remake. E acredite: as alterações para as três dimensões foram muito bem pensadas e principalmente equilibradas com a jogabilidade 2D. Não atrapalha em nada a experiência e até mesmo explora um cenário arquitetado com maestria.

 

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Conceito visual.

Já falamos do cenário, agora vamos tocar no assunto ‘personagem’. O design do Mickey não é bem o que temos hoje. Ela foi sim uma adaptação do Mickey da época, misturado com o design do próprio jogo original que deu origem a um personagem com algumas característivcas gráficas um pouco diferentes do que vemos no Disney Channel. Não entro no mérito se foi uma boa escolha ou não, pois não sabemos as exigências da Disney com relação a produção do jogo, mas no que foi proposto, a Sega foi muito bem. Não deixou nada a desejar em nenhum elemento no quesito visual.

 

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Essa garotada de hoje nunca vai saber o que são jogos de verdade.

Este novo Castle of Illusion proporciona uma experiência que ainda não vi em jogos da atual geração: desafio + fluência. Algo que era presente e até exigido na época do jogo original era esse mix. A Sega conseguiu trazer um jogo desafiador para os padrões da atual geração e ao mesmo tempo impôs um ritmo de jogo ainda mais fluido que o jogo original. Como se não fosse possível parar para pensar em como passar de um obstáculo, você tem que pensar rápido e nunca parar, sempre ter em mente o tempo certo de tomar certas decisões para não perder vidas. Você terá um momento de descanso após uma bela sequência de obstáculos e inimigos com ofensivas inteligentes contra o seu personagem. É um pedacinho dos jogos dos anos 90 em um jogo atual. Isso é lindo.

 

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Só? =/

O gostinho que fica ao terminar o jogo é de quero-mais. Tanto pela nostalgia quanto pela qualidade em si do jogo. Mas tudo foi muito coerente, obedecendo a proposta conceitual do game resultando em um ótimo remake e uma ótima opção econômica para algumas horas de jogatina.

 

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Vale a pena?

A Sega fez a lição de casa em todos os elementos mensuráveis de um game e foi mais além no equilíbrio de um remake entre o jogo original e a realidade da atual indústria e público consumidor. É sensacional, um dos mais divertidos e grudentos que joguei dos jogos da PSN/Xbox Live Arcade. Vale muito a pena.

 

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Review da semana: Diablo III

11 anos. ONZE ANOS a Blizzard nos fez esperar por Diablo III mas cá ele está. Como eu não tenho mais costume de jogar PC, ainda tive que esperar mais 1 ano para jogar no console. Mas nossa espera foi recompensada e no dia 3 de setembro de 2013, Diablo III chegou ao PS3 e ao Xbox 360. Falaremos dele agora.

 

As trevas voltaram.

O enredo do jogo se passa 20 anos após a batalha de Diablo II, onde Diablo, Mephisto e Baal foram derrotados. Porém nada estava consumado e as trevas se preparam para ressurgir. Mediante a isso, você deve lutar contra as forças do inferno contando com toda a ajuda que encontrar.

 

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Nosso bom e velho jogo do capeta.

Se você já teve que ouvir da sua mãe: “não quero você jogando esses jogo com nome de capeta não” sabe do que estou falando. Um dos melhores RPG’s já feitos, foi aprimorado mas continua sendo o bom e velho Diablo. A saudosa visão isométrica ainda está presente. Falei bonito né? Visão isométrica é o estilo de posicionamento da câmera de Diablo III: fixo, superior e numa posição diagonal. O visual está sensacional e fica ainda melhor acompanhado de uma jogabilidade finíssima. Os efeitos sonoros e luminosos dão ainda mais ação as batalhas, sejam corpo-a-corpo ou a distância. Golpes violentos podem ser desferidos a ponto de abater dezenas de inimigos a sua volta e até mesmo destruir partes do cenário. As batalhas são muito divertidas mesmo não exigindo um esmagar de botões. O port pros consoles ficou sensacional. Não se perde absolutamente nada de jogabilidade em um joystick. A Blizzard ainda teve o cuidado de refazer os menus ingame, como os de inventário, para tornar mais rápida e prática a sua navegação usando um joystick e não um mouse. Pode contar uns 200 pontos para a Blizzard

 

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Feiticeiro é a classe nova, que atua meio que como o antigo Necromancer. Você pode escolher entre as 5 classes básicas: Bárbaro, Feiticeiro, Monge, Caçador de Demônios e Mago. Uma mudança drástica e que confesso que me supreendeu foi a extinção total de árvores de habilidades e artributos. Confesso que já estava pensando em como iria distribuir meus skill points quando, após fuçar bastante no menu do personagem, fiquei intrigado ao não encontrar nada parecido. Agora basta você chegar em tal nível e destravaruma habilidade referente ao lvl automáticamente. Para não perder o caráter estratégico, você pode mudar as runas de cada habilidade, que são como artributos especiais, sejam eles elementais ou que causam um efeito diferente. Como por exemplo escolher se uma habilidade vai ganhar em raio de ação maior ou se vai durar mais tempo.

 

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Seu Madruga from hell.

Diablo III brasileiro é simplesmente a melhor tradução para o nosso idioma da história. TODOS os NPC’s são dublados e TUDO no jogo foi traduzido para o português. Só dos personagens atuantes na história do jogo, são mais de 33 dubladores. Agora tenta imaginar quantos dubladores mais foram precisos para dar uma variedade de vozes aos guardas que ficam conversando nas cidades, aos mercadores e etc? Tem até a voz do Seu Madruga. Dá gosto de ouvir nosso belo idioma tão bem empregado a um jogo tão bom. Mais 100 pontos para a Blizzard.

 

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Problemas e bugs.

Bom, com o alvoroço com o lançamento do game nos PC’s, surgiram grandes reclamações de encomendas não enviadas, servidores entupidos de gente, lag, glitches e outros bugs. Uma das principais reclamações dos jogadores, foi a de que a versão do jogo para PC exigia conexão com a internet 100% do tempo. Ou seja, mesmo que você queira jogar sozinho, muitas vezes não vai poder por conta de problemas com servidor. Menos 50 pontos para a Blizzard =( …mas se você joga no console… NÃO PRECISA ESTAR SEMPRE ONLINE! Uhuuuul! +1000 pontos pra Blizzard, que se lasque quem joga no PC!

 

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Além desses problemas, alguns que já foram corrigidos pela Blizzard antes do lançamento do port pros consoles, existem alguns bugs nos combates, como inimigos sumindo e reaparecendo, inimigos em outros níveis do cenário sendo afetados por seus ataques em outro lugar, além de ataques que atravessam paredes e outros elementos do cenário. Fora esses probleminhas que não tiram a diversão e nem desconcentram, o jogo não mostra lá muitas falhas.

 

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Detalhes.

O jogo chama a atenção para coisas simples, porém grandiosas. Pequenos elementos de cenário e de enredo que podem passar batidos mostram o cuidado e amor que os desenvolvedores tiveram ao fazer um game assim. Também pudera, demoraram 11 (ONZE) anos para fazer o jogo, não poderia ser menos que excelente.

 

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Vale a pena?

Apenas a minha reação ao perguntar pro carinha da loja de games se já tinha chegado o Diablo III pra consoles, tirem suas próprias conclusões:

 

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Review da semana: Payday 2

Essa semana é a review do Payday 2! Piadas bestas a parte, este game era muito esperado pelos seus fãs. Não chega a ser um blockbuster mas agradou a crônica e não desapontou seus fiéis jogadores. Falaremos do game lançado para todas as plataformas pela OVERKILL.

 

 

Mais do mesmo.

Sim amigos. Não esperem uma revolução em Payday 2 se quiser comparar com o primeiro game. O game continua em roubar, atirar e fugir. Claro, incluiram muitos outros elementos, mas a ideia continua a mesma. Enredo praticamente nenhum, é um jogo totalmente de ação. Não espere se cativar por qualquer personagem ou conhecer mais dele. Ele não tem nada a te oferecer a não ser algumas horas de diversão atirando pra todo lado e enchendo uma bolsa com dinheiro ou jóias.

 

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Roubando e aprendendo.

Acho que o ponto forte do jogo é a variedade de habilidades e vertentes que você pode atingir. Você terá muitas opções para completar um roubo, seja lá seu estilo mais estratégico ou Rambo. Sim, você pode chegar arregaçando tudo, ou fazer as coisas mais na moita, escondido das câmeras, dos guardas e alarmes e sair sem ser percebido. Você consegue ditar o estilo do jogo a partir daí, talvez não o que você está acostumado a jogar, mas um que te agrade no game através dos pontos de habilidades que distribui no seu personagem.

 

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Técnica e ponto.

Outro ponto que podemos ressaltar em Payday 2 são os itens técnicos. A jogabilidade é impecável, não te deixa na mão e é muito instintiva e fácil de se aprender. Não há o que falar dos comandos. A movimentação dos personagens na hora da ação é muito boa, infelizmente não é bem assim com os reféns quando você não está assaltando o recinto. A trilha sonora é muito boa, deixa a ação mais frenética com um eletrônico bem poperô mas sem ser incoveniente. O visual poderia ser melhor. O design dos personagens é muito ruim, com excessão dos ladrões e suas máscaras. Dava pra melhorar e muito um jogo saído alguns meses antes de uma nova geração de consoles. E o jogo acaba por aí.

 

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Tá… e era só isso?

Sim. Payday 2 é só isso. Roubar de milhares de jeitos possíveis e nada mais. É claro que no começo é loko você chegar em uma loja de jóias tocando o terror e sair quebrando vitrines. Mas depois isso fica muito chato. O jogo é só isso. Não tem nem uma historinha pra justificar. Sei lá, podiam inventar qualquer coisa. A filha do cara podia ta doente e você sai roubando pra comprar remédio. Qualquer clichê pra dar uma vontade a mais de jogar. Tanto que o sigleplayer é ridículo de ruim. Tanto pela repetitividade quanto pela IA dos boots.

 

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Sério que é só isso?

Sério. Eu juro que tentei escrever mais sobre Payday 2, mas não tem o que falar. O jogo é raso, divertido no começo mas muito enjoativo. Se é pra ficar trocando tiro, é melhor um Battlefield ou Call of Duty. o Diferencial dos roubos é algo que se perde mediante ao modelo massante de jogo.

 

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Vale a pena?

Não. Não vale R$200 de jeito algum. Deveria ser um jogo da PSN/Live, aqueles de 30 reais. O jogo não merece toda publicidade que cercou e nem tanto dinheirinho do meu ou do seu bolso. Guardem para o GTA V.

 

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Review da semana: DuckTales Remastered.

Eis que no dia 13 de agosto de 2013 chegou ao mercado o remake de um dos maiores clássicos do video-game. DuckTales Remastered traz de volta Tio Patinhas, seus sobrinhos e toda turma ao mundo dos games modernos. DuckTales em sua época de lançamando para o NES ou Famicon, era digno de todas as atenções por apresentar uma excelência de programação e design estonteantes para a época. Aliás, a Disney não assina nada que seja ruim. Vá se acostumando. Os responsáveis por essa reformulação deste clássico foram a WayFoward e a Capcom, esta última que ganhou muita moral comigo depois de algumas coisas que estavam me encomodando em seus jogos como citei em Reviews anteriores. O jogo está disponível para todas as plataformas apenas em formato digital até agora. Vamos ao que interessa.

 

 

DuckTales! Woohoo! São os caçadores de aventura!

Todos eles são grandes figuras! Woohoo! Uma lágrima escorreu do meu olho quando ouvi a trilha de novo em um video-game. Pena que não estava em português. Mas enfim, o jogo é simplesmente DuckTales. Após uma tentativa de assalto dos Irmãos Metralha no escritório do Tio Patinhas, você descobre que eles estavam atrás de um mapa do tesouro. E como o Tio Patinhas nem gosta de dinheiro, você nem vai precisar ir atrás deste tesouro.

 

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Tudo da era de ouro dos games foi resgatado.

Quem nasceu depois de 95 dificilmente deve ter vivido esta época em que os jogos eram realmente desafiadores. DuckTales se mostra com uma proposta de resgatar inclusive esta característica. Nada de tutoriais, nada de continues, nada de comprar vidas extra, nada de milhares de dicas na tela, nada de saves no meio da fase. Se você perder todas as vidas terá que começar a fase do zero. Sem massagem. Seria frustrante para qualquer jogador da atualidade se o jogo não fosse tão bom. Os inimigos realmente te atrapalham, e não estão ali somente esperando para serem esmagados pelo jogador. A jogabilidade também é muito fiel e consegue ser tão divertida quanto o jogo original.

 

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Para onde iremos agora, meninos?

As fases ficaram extremamente bem modeladas. Profundidade e textura muito belas sem deixar se perder a proposta 2D/animação do game. A trilha sonora consegue fazer você se sentir mais ainda imerso no ambiente de cada tela, seja numa floresta amazônica ou num castelo da Transilvânia.

 

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Identidade Disney.

Se podemos perceber algo presente em todas as animações da Disney é o cuidado com os detalhes na movimentação de seus personagens. A Disney também assinou em baixo de DuckTales Remastered e o game não seria diferente. As passagens de frames das animações e inclusive do ingame são sensacionais. Muitos detalhes podem passar despercebidos, mas se parar para analisar os detalhes de movimento e interação do Tio Patinhas com o cenário irá perceber que os caras pensaram em tudo e capricharam neste remake. A dublagem não poderia ficar de fora desta análise: perfeitamente executada, acompanhada de um roteiro impecável. É Disney, amigos. Não é fanboyolice não. O que é bom deve ser mostrado, e a Disney não coloca seu nome em porcaria.

 

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Como um remake deve ser.

Eis um exemplo de como um bom remake deve ser feito. Qualidade máxima, diversão do jogo original garantida e principalmente: manter o conceito do game. Qualquer coisa que fuja disso não pode ser considerado um remake, talvez uma adaptação. DuckTales Remastered é tão divertido quanto o original, não conseguiria entender alguém com o mínimo de conhecimento em games que não goste deste clássico. Mas gosto é gosto, né. Vamos aproveitar muito o game, mergulhar na grana do Tio Patinhas e esperar o Castle of Illusion Remastered que também está chegando.

 

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Vale a pena?

Não, magina. R$30 em uma remasterização de qualidade inquestionável de um dos jogos mais icônicos da história da Disney e dos video-games em geral. Vale não, bobo.

 

E fica de brinde o trailer do jogo MAS COM A MÚSICA DE ABERTURA BRASILEIRA DO DESENHO *-*

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